Achei que já tivesse dominado por completo meu consumo impulsivo de filmes. Tinha parado de alugar, há quase quatro anos. O cinema me atrai mais, mas eu estava gastando mais do que tinha para gastar. Freei a vontade, resolvi que só veria aquilo que pudesse me valer uma produção de texto pelo menos. Como quase tudo na minha vida, cumpriu-se o ciclo de quatro anos e eu me vejo mudando tudo, sina de filha de militar? Voltei a ver filmes alugados, além de voltar a freqüentar as salas escuras da cidade. No meu preferido cine Brasília este ano eu revi O Evangelho segundo São Mateus, Pazzolini, que gosto de estudar, mas não me fez rever nenhum livro. Gosto dos filmes dele, onde vejo cara de gente, de povo. Vi Casa de Alice, muito realista e muito cara de gente, me fé reencontrar uma parte do feminismo que estava adormecida em mim. Adorei o roteiro. Fiquei com o filme na cabeça por vários dias. Não quis ir ver Padre Patrone, ando deprimida demais e me lembro do tanto que chorei quando o vi pela primeira vez. Em vez de rever filmes tristes só por que é no Brasília, eu investi em ampliar minha tolerância às salas de projeção em shoppings. Ai, até aderi às pipocas. Vi todos os para crianças que pude: encantada, os porralokinhas, cósmico, acho que não deu mais por que choveu pouco este verão. Aproveitamos o ar livre. Hoje resolvi aproveitar a sessão de 19h30 no deck, lago norte, caminho de casa, why not? Sala vazia, filme nacional, com gianequini! E Malu, minha diva. Jamais serei como ela, menos ainda como a personagem dela no filme.Nem como a Marilia Gabriela. Meu destino é mesmo ser mulherzinha.
Nacos de pensamento
Penso e não desisto, escrevo por que insisto em me manter fazendo algo que não seja só ver tevê e ler o que vem carimbado pelo tesouro nacional...

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